domingo, 13 de março de 2011

Dia 12 – Um conto

Uma vez coloquei esse texto no meu antigo blog e deu o que falar. Não é essa a minha intenção. Nesse post vou colocar um texto que pra mim é super interessante. Espero que pra maioria também.



É SEMPRE O CONTRÁRIO
por DANUZA LEÃO
"Ah, como é boa a vida das mulheres frágeis; elas sempre têm alguém que cuide delas, em todos os sentidos.

As fortes fazem tudo sozinhas e são sempre chamadas nas horas do aperto; elas agüentam qualquer tranco e são tão fortes que se metem até mesmo onde não são chamadas, para ajudar a resolver os problemas dos outros.

É dura a vida das fortes; elas não são poupadas de nada. Se alguém está com uma doença grave, são as primeiras a saber; se a namorada do sobrinho ficou grávida, são logo comunicadas, e quando alguém da família é preso com uma trouxinha de maconha, são imediatamente chamadas para as providências de praxe - entre elas, pagar o advogado. Enquanto isso, os pais desses jovens adoráveis estão tomando uma vodca na beira da piscina sem saber de nada - eles não agüentariam um choque desses e precisam ser poupados, já que são frágeis.

Existe sempre alguém para velar pelas frágeis, seja um parente, um amigo, até um vizinho, que bate na porta, preocupado com o silêncio, para saber se está precisando de alguma coisa. Uma mulher frágil é mais frágil que um recém-nascido, e como os homens adoram o papel de protetores -para se sentirem fortes e poderosos-, é a união perfeita da fome com a vontade de comer.

Quando elas ficam doentes, um verdadeiro exército é mobilizado; um leva revistas, o outro, um embrulhinho com umas frutas, e se ela não tem empregada, não falta quem vá para a cozinha fazer uma canjinha. Preste atenção: as mulheres frágeis são indestrutíveis.

Já as fortes, na hora de uma crise de coluna, se arrastam até a geladeira para pegar um copo de água e se alimentam o fim de semana inteiro com uma barra de chocolate, pois ninguém imagina que elas possam precisar de alguma coisa (culpa delas, que preferem morrer de inanição a pedir socorro, para não cair do tipo).
Minha dúvida: uma mulher frágil nasce frágil ou escolhe essa profissão para se dar bem na vida? Elas sempre encontram um homem para cuidá-las, acarinhá-las e cuidar para que nada as atinja, nunca. Enquanto isso, as fortes se acabam de trabalhar e são elas que saem dos supermercados com pacotes de compras sem que ninguém se proponha a dar uma ajuda, mesmo que modesta.

Somos todos estimulados a ser fortes, mas boa vida mesmo levam as frágeis, daí a dúvida: não seria melhor que as crianças fossem ensinadas -sobretudo as meninas- a serem frágeis, pois sempre haverá alguém para resolver seus problemas? E aliás, qual a vantagem de ser forte, além de ouvir dizer que um dia alguém se referiu a ela dizendo "aquela é uma mulher forte"? Um grande elogio, é verdade. Mas e daí?

Toda mulher forte tem desejos secretos que não conta nem a seu travesseiro: que alguém -nem é preciso que seja um homem- faça, um dia, um gesto por ela. Nada de muito importante; apenas um cuidado, dizer que está um pouco pálida, perguntar se tem se alimentado direito, pegar pelo braço e levar para tomar um suco. Sabe qual é o sonho secreto de uma mulher forte? Ter uma gripe com 38C de febre e poder ficar na cama, sabendo que alguém vai cuidar da vitamina C, essas coisas.

Mas isso é difícil, pois uma mulher forte não adoece, e se isso acontecer, o mais difícil vai ser receber ajuda. Uma mulher forte não deixa que ninguém faça nada por ela, mesmo precisando desesperadamente, e é capaz de se deixar morrer de tristeza, solidão e sofrimento, a pedir socorro, seja a quem for.

Como são frágeis, as fortes."

sábado, 12 de março de 2011

Dia 11 – Uma foto sua recente


Eu e minha família. Foto tirada no dia 04.03.2011 - 1 semana atrás 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dia 10 – Uma foto de você há mais de dez anos



Essa foto tem mais de 10 anos! Provavelmente seja entre 95 e 96. Essa era nossa turminha: Cintia, Roni, Fernanda e eu. As meninas se afastaram, mas o Roni foi meu padrinho de casamento e continua meu amigo do coração!

p.s: Além da cintura da saia, será que mudei muito?? (ahahahhaha)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Dia 09 – Uma foto que você tirou



Por-do-sol no Emissário, em Santos, cidade do coração


quarta-feira, 2 de março de 2011

Dia 07 – Uma foto que te faz feliz


Eis mais um item difícil de escolher.
EU, como uma amante da fotografia, tenho muuuitas fotos preferidas mas a que eu escolhi, nao requer legenda.


A primeira gargalhada a gente nunca esquece...

terça-feira, 1 de março de 2011

Dia 06 – Uma experiência inesquecível

Escrevi esse texto no meu 1o dia das mães (maio de 2009), mas retrata bem a experiência mais incrível da minha vida.

Desde que estava grávida já sentia um novo amor crescendo (literalmente) dentro de mim. Mas quando a Júlia nasceu, parece que “instantaneamente”, senti um amor imenso, sem medida, sem precedentes. Ao olhar aquele “pacotinho” pensava: “como consegui viver sem ela até hoje?”
Impressionada com a magnitude de um amor tão intenso, eu, mãe de primeira viagem, pensava: “Que amor é esse? Como pode alguma mãe não amar seu bebê e abandonar seu filho?”
Foi ai que comecei também a entender melhor o amor de Deus para com a minha vida, ao ler a passagem de Isaías: “Haverá mãe que possa esquecer seu
bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, EU NÃO ME ESQUECEREI DE VOCÊ! Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos.” (Is. 49.15,16). Se uma mãe, que tem uma ligação tão profunda e forte com seu filho, se mesmo assim ela não tiver compaixão por ele, ainda assim, Deus nos consola dizendo que Ele nunca nos esquecerá! Que promessa maravilhosa! O amor de Deus é maior que todas as coisas!
Ao ver a Júlia tão pequena e indefesa chorando de dor ou fome, meu coração se aperta, não querendo que ela sofra por nada, e querendo passar por aquilo em seu
lugar. Fico imaginando o coração entristecido do nosso Pai ao nos ver tomando nossas próprias decisões impensadas e erradas... Imagino que Ele deva pensar “Não faça isso! Não vai dar certo, você vai sofrer, vai ser mais difícil voltar depois...”, e mesmo assim, nós agimos com se disséssemos “Deus, eu sei o que estou fazendo, deixa eu fazer do meu jeito!”. Quanta arrogância...
Que o Senhor nos perdoe e nos ensine a sermos melhore
s filhos, obedientes a vontade do Pai que tanto nos ama!

 E eu que achava que não fosse saber o que fazer com aquele pacotinho...